segunda-feira, 27 de maio de 2013

Envolvimento, anoitece.

Um ambiente bonito é a mais suave das confecções que posso tecer em torno de mim.

*
Na noite que se aproxima, ao mercado de flores e morangos.  Não será lindo o caminho para casa, ambos em gostos e aromas?

Viviane Anetti

domingo, 26 de maio de 2013

Muito inteligente para ser feliz?

~ Ser sobredotado é, primeiro e antes de tudo, um modo de ser inteligente, uma forma atípica de funcionamento intelectual, uma ativação de recursos cognitivos cujas bases cerebrais diferem e cuja organização mostras singularidades inesperadas.
Não se trata, somente, de ter uma inteligência quantitativamente elevada, mas de dispor de uma inteligência qualitativamente diferente. Não é verdadeiramente a mesma coisa!

Uma inteligência fora da norma, e uma sensibilidade, uma receptividade afetiva, uma percepção dos cinco sentidos, uma clarividência cuja amplitude e intensidade invadem o campo do pensamento. 

Nos últimos anos, de várias obras, um novo impulso de procura e de preocupações governamentais atraíram a atenção em relação aos sobredotados.
Não levar em conta as particularidades de funcionamento do sobredotado sobre duas versões, o intelectual e o afetivo, que construirão toda sua personalidade, é negligenciar toda uma parte da população sob o pretexto de ideologias ultrapassadas e de enganos. Ser sobredotado não é nem uma forma de ser arrogante, nem uma benção dos deuses, nem um dom privilegiado, nem uma sobreinteligência desejável. É uma personalidade de múltiplos recursos intelectuais e afetivos cujo potencial só poderá se inscrever geralmente como uma força da personalidade se e somente se esta componente for compreendida e reconhecida. Ignorá-la, ou pior, recusá-la injustamente, é aceitar o risco de passar ao lado de si mesmo. (...) ~ (França. S.-Facchin)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

correndo


Na mata, as árvores carregadas de folhas e passarinhos, e eu correndo, carregada de reflexões. Acho, senão justo, apropriado.

Viviane Anetti  

Declaro meu amor às palavras.

Da palavra, rapto a mais perfeita, se é que a mais alcança a perfeição. E sempre na direção de viver na suprema condição humana.
Viviane Anetti

Alimento


Pitágoras,
'Queridos companheiros, não profaneis vossos corpos com alimentos pecaminosos. Nós temos milho, maçãs que curvam os galhos com seu peso e uvas crescendo nos vinhedos. Há ervas de sabor doce e legumes que podem ser cozidos e abrandados no fogo, nem se nos nega o leite ou o mel perfumado com menta. A terra proporciona um suprimento exuberante de riquezas, de alimentos inocentes, e oferece-nos banquetes que não envolvem derramamento de sangue ou matança.'

Pratiquemos o ecogesto.
Alimento bom, limpo e justo.

Silêncio.

O silêncio é primordial.
E a mim compensador.
Viviane Anetti


sábado, 13 de abril de 2013

Existence merveilleuse

Somente raras pessoas e lugares sao autorizados a habitar aquele meu Imaginario, que confere Poder ao centro de meu ser. Sao-me necessarios. é-me pr'oprio.

Altitude me revela, por onde eu passe.

domingo, 17 de março de 2013

Sossego ~ um conto sobressaído do sussurro.


[crédito imagem: Viviane Anetti]

Sossego ~ Um conto sobressaído do sussurro

Um lugar chamado Encantado. De Sossego, para Encantado, um pulinho só. Os dois em um, fazem-se sonoros, como se o silêncio sussurrasse bem pertinho dos ouvidos.
Toda a mata tem ouvidos. O que ecoa lá não é deste mundo não. Observem as vozinhas. Dá para imaginar que elas têm feições? "Curucará, curucará"... de repente, no meio dos galhos ou no fundo do céu.
Onde estão as folhas, secas ou tenras, verdes ou cansadas do verde, travestidas em cores desbotadas? Passando pelos sentidos, habitando árvores, colecionando símios sábios. Folhas como que repousadas na terra, assim mesmo a pertence... tornam-se o cio do chão... em meio a frutas tombadas remontam a alimento e dão nome ao outono.
Uma mansarda encabrunhada para os passos de quem a avista ocre.
Um mosteiro esta falta de voz em lugar nenhum.
Quem será que lá habita? Haverá gentes além dela?
O passo-a-passo perpetua-se, os sentidos aguçam-se.
Talvez aquele lugar esteja perto do céu, não exista. Assim tão tranquilo, mas que poderia contar uma história turbulante, percebe-se. Sustentado por algo do além-presente, atemporal.
Vozes que ficam nas pedras e na terra. Frutos que nascem e sangram memória.
Se há vida de humano, onde?
O próximo morro ou mesmo arbusto, confidenciará alguma verdade a porvir? Cloacas de rãs, saúdam a saúde das águas também.
Sombras de gentes, nem um pouco.
Procura-se ouvir um respirar, quem sabe, alguém que olhe ou fale. Silêncio e nem ares de gente humana. Assim melhor. Mas curioso.
Deitar ao solo fresco, o cansaço aguarda, de cima o céu alarga, dos cantos, vêm grilililos. Voadorim dos insetos coloridos, asinhas que perpassam os suspensos desejos.
Viviane Anetti

~ Escrevi este texto no campo, em um só tempo de pena,

terça-feira, 12 de março de 2013

em essência

 Perceber que ainda sobrevivem altas linhagem e linguagem de pensamento. É de meu alimento. Traz-me feliz.
Viviane Anetti

quinta-feira, 7 de março de 2013

Silêncio.

O silêncio exterior para mim é tangível. Eu mergulho nele, é uma fonte de prazer. Alívio imediato.

Viviane Anetti