sexta-feira, 8 de junho de 2012

Cidadela interior.

Meu elo é com a essência, 'essence-ciel' (essência-céu). Magnífico.
Pertenço àquilo que é meu imenso universo, e lá transito em maravilha.
Viviane Anetti


F. Garagnon: Cultivo da liberdade de espírito que Goethe chamou graciosamente de 'cidadela interior'.



               

Desabafo existencial. E livros.

Sous mes yeux il y a des livres et des livres. Je peux penser en les prends, jusqu'à sa fin, parce qu'ils sont innombrables. Je regrettes, il n'y a pas tant de temps dans une vie pour les lire entières. Pourquoi la connaissance est-elle si jolie, si séductrice, pourquoi? Pour après s'enfuir à un futur incertain, perdu par l'infinit, en nous montrant la finitude? 
Doucement.
Viviane Anetti









quinta-feira, 7 de junho de 2012


Pertenço àquilo que é meu imenso universo interior, e lá transito em maravilha.

domingo, 29 de abril de 2012

Um grande meu prazer: cuidar da saúde!

Cuidar e ter cuidado da minha saúde durante toda a vida sempre foi um prazer para mim!
E nutrir e trazer ao paladar sensibilidades, do modo como este as solicita conforme o organismo vai lhe confessando e guiando.
Estive no paraíso! em alguns lugares onde composições sublimes, chefs de cozinha elaborando pratos com ingredientes frescos e tenros, também vindos da agricultura ecológica (plus,  confortable ambiance).
Pudera eu alimentar-me sempre com alimentos mais vivos e puros, afora ver-me sem tempo ágil para elaborá-los a todos, ou na ausência de restaurantes especiais para encontrá-los no corrido dia a dia.
Ainda assim, procuro incansavelmente, a cada escolha cotidiana, os alimentos que se aproximam do ideal para meu corpo.                                                                        

Assim, transcrevo a seguir algo que vem ao encontro do que procuro cultivar em minha vida:
"Comer é um ato de preservação emocional. A consciência de que o comer e o beber são, antes de tudo, atitudes configuradoras do caráter cultural de uma pessoa e verdadeiros exercícios de sensibilidade estética." (trecho transcrito de um livro)

sábado, 21 de abril de 2012

Moro nas terras da magia.

Habito nas terras da magia. Pertenço àquilo que é meu imenso universo interior, e lá transito em maravilha. Os livros, que sempre me acompanharam, são 'uma conversa com os homens mais inteligentes', com diria um filósofo, e levam-me em viagens bem longíquas, donde encadeio mais e mais diversidade aos meus registros vocabulares e imagens intermináveis. Um dos meus primeiros grandes presentes da infância, dado pelos meus pais, um dicionário, ainda existe, acabrunhado na estante, e fala do silêncio e do mundo que passa com infinitos vaivéns, porém abrigando as palavras que permanecem, e a seus intensos sinônimos. Comigo, o conforto, o claro, o decorativo, o acolhedor, o fresco, o solar.
Viviane Anetti
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sábado, 14 de abril de 2012

morada


Dizer daquilo que moro.
Da morada torna-se pertencente.
Habitar uma estória contada, navegar numa chamejante luz opaca,
redesenhar memórias à luz do presente.
Livro de esperas, ansiosas alegrias,
detalhes rabiscados dos rascunhos ao lápis.

Viviane Anetti                         


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Humanismo


"Aquele que, não poupando esforços para realizar os seus fins, se domina a si próprio, merece a nossa mais profunda admiração. As grandes conquistas da humanidade são devidas a esses espíritos perseverantes e superiores."
"Desenvolvimento harmonioso das faculdades humanas, tendendo para os elevados fins da vida. Os homens sentirão, desse modo, a plenitude de suas forças; ser-lhes-á, particularmente, permitido satisfazer as necessidades morais e estéticas que tantos prazeres e alegrias trazem à vida, dignificando-se e embelezando-a." (excerto de um livro)

domingo, 18 de março de 2012

Além

Liberdade. Da vida em essência, a mais sentida. Raro que me encontrem. Sempre procurei o canto escondido, e moro no sossego.
Desconheço quantos céus sustêm o Universo, mas rogo que sejam condescendentes com as estrelas, as flores da Lua... grandiloquente, retém mistérios.
O que vejo no limiar da palavra? A solicitude do desconhecido. O que é lá além, não se diz-sabe.

Viviane Anetti        



quarta-feira, 7 de março de 2012

Moda

Minha moda é a do meu próprio estilo, meu mandamento é o conforto, aliado ao bom gosto, estar bem naquilo que para mim é segunda pele, a roupa.
Viviane Anetti

sexta-feira, 2 de março de 2012

Santos Sossegos

Origens remotas
Sair no risco, pisar o piso, da passarela nela falta
pés em conluio com a terra, o solo vivo, tenro,
históricas origens aletradas em tão passado barro.
Onde é meu povo ancião, antepassados mal feitos de memória,
sucumbentes ao cimento do porvir, do além-tempo, futuro do presente?
Calado no fundo do silêncio e da memória desertada.

Tardes
Um dia de reflexões perenes, vivazes, saboreando
as memórias e algumas imagens imaginadas...
Folheando as jornadas de liras em concertos,
poetar prosas em versos, maduras colheitas de
idéias escritas, enliabradas, endiabradas em
livros, liar solitudes...

Passageiros II
De cada canto do mundo, recebo o som de um
bater de vida.
Calcar os pés no chão e alterar a solidão, a mais solicitada, que
cada vez se disfarça num colorido, e se chama de
momento.
Navegando nos instantes, deleites a cada porto de
mar.
O rosto de algum, aqui ou acolá, modela o meu
olhar, temperos à venda para quem quiser comprar...
Assim é o sonho de quem viaja a lembrar.
Os segundos correm, cativos do tempo.
Entendam os mares, eles trazem mensagens. Alvissareiras,
celebram sorrisos e encontros. Ao
mar retornam, já desgastadas pelos ventos,
transbordam em sal, brilham sob a luz dos astros.
Enquanto gente há, de vislumbre, as mensagens
mudam os ares da verdade. E sempre revolvem,
ao seio do incognoscível.
Desencantos também carregam, num florido de céu.
Alegrias num farfalhar, entonteantes
no voadorim dos insetos coloridos, asinhas que
perpassam os suspensos desejos.

Pequenos seres nós
Caminhar pelas vielas, onde imagens se anunciam,
ora belas, ora por vezes indecisas. Um respirar no meu
peito, alívio de aroma fresco no ar, sempre que
novas janelas abrem trazendo em seus parapeitos
horizontes perfumados de azul. Caem folhagens e
gotas nas sombras filhas do sol. Poemas cantados?
Só passarinhos. Livres, deslizam como que
ilustrando as nuvens. E um pensamento visita
uma angústia bem morada no meu peito,
escondida de meus anseios cotidianos: que
infinitos, que caminhos desconhecidos
restarão tão assim... Apelo à literatura, único
mundo que abraça todos os estranhamentos.